Café de Quénia
Café de origem

Quénia

Acidez vibrante e frutos vermelhos nas encostas do Monte Quénia

O café do Quénia é, para muitos provadores, a grande referência mundial em acidez e complexidade. Cultiva-se nas terras altas do centro do país, em regiões como Nyeri, Kirinyaga, Murang’a ou Embu, nas encostas do Monte Quénia e da cordilheira de Aberdare, sobre solos vulcânicos profundos e entre 1.400 e mais de 2.000 metros de altitude. As suas duas estações das chuvas permitem duas colheitas por ano, e a maior parte do café é produzida por pequenos agricultores que entregam a cereja a estações de lavagem geridas por cooperativas, as chamadas factories. Aí é processado com um método lavado muito cuidado: fermentação em tanques, lavagem com água limpa e secagem lenta ao sol em camas elevadas. O resultado são chávenas limpas, brilhantes e suculentas, com uma acidez vibrante que lembra fruta fresca. As notas mais características do Quénia são a groselha-preta e a amora, a par de frutos vermelhos, citrinos como a toranja e um fundo de chá preto, muitas vezes com uma doçura que lembra vinho ou melaço, e um corpo sedoso. As variedades históricas SL28 e SL34, selecionadas nos anos 30 pelos Scott Laboratories de Nairobi, convivem hoje com Ruiru 11 e Batian, mais resistentes a doenças. Se gostas de cafés expressivos e frutados, o Quénia é uma origem que não te vai deixar indiferente.

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